Continua a fuga do ainda Presidente da Câmara de Viana do Alentejo para o abismo, vê o chão a fugir-lhe dos pés, os eventos da CDU no concelho já não são o que foram no passado, o último programa eleitoral 2005/2009 não foi minimamente cumprido, o povo sente-se enganado, está magoado, as medidas e as promessas não passam de ilusões no papel, as listas são genericamente mediocres, aparecem lá carantonhas em lugares chaves para ficarem caladinhas. O chefe não quer barulho e por isso compra os opinion makers mais influentes no eleitorado tradicional da CDU em cada freguesia, dá-lhes um lugarzito para ficarem surdos, mudos e cegos, os filhos coram mas agradecem.
Enche autocarros, empaturra os velhotes, passeia com eles, faz-se de bonzinho, oferece muitas coisas, a toda a gente, mesmo àqueles de quem dizia mal num passado recente. Para esta estranha forma de gestão, o Eng.º Sócrates é o mauzão, aí está um inimigo externo contra o qual todos têm de se unir, assim não chateiam os erros da desgraça interna, há sempre um bode expiatório, encarna todos os males do planeta.
Manda toneladas de alcatrão para os buracos a um mês de eleições para mostrar "obra", entretanto os canos apodrecem, a saúde da população fica pior, o desemprego aumenta, o apoio social é escasso, as vilas mais feia. Os barões locais da construção civil continuam tentar vender num projecto falido, sem ideias, sem realismo, mas com medo de perder poder, com receio que outros venham conhecer os polémicos e engatados dossiers.
Faz-se de vítima e põe-se a jeito, diz que os outros portaram-se muito mal com ele, assim já não quer brincar mais, na sua opinião, os do PS dizem palavrões, chamam-lhe nomes, agridem-no, fazem não sei mais o quê, pobrezinho, tanta pena, o povo fica enternecido e coloca-se sempre ao lado das vítimas...
Mas as pessoas têm cada vez menos medo de perseguições políticas, a democracia local cresce porque as pessoas têm opinião, ousam criticar e olhar directamente para aqueles que se julgam donos da verdade, enfrentam quem já encheu muito os bolsos à custa dos trabalhadores, há meios inovadores de diálogo num concelho há 16 anos caladito. Surgem novas pessoas, outra matéria cinzenta, ideias pragmáticas, um projecto coerente a curto/médio/longo prazo, os jovens participam, o analfabetismo baixou e o interesse da gestão pública cresceu, os trabalhadores acreditam em melhores dias. A candidatura do Bengalinha Pinto é risiliente, nasceu uma nova esperança e com muito movimento.