Aproximam-se as eleições europeias. Já se conhecem alguns candidatos. A CDU vai apresentar Ilda Figueiredo como cabeça de lista; o Bloco de Esquerda tem Miguel Portas; o MEP - Melhor é Possível dá oportunidade a Laurinda Alves.
Fala-se no nome de Marques Mendes para cabeça de lista do PSD e de Luís Amado do PS. Posto isto, já se percebe como as eleições europeias são sempre encaradas como o parente pobre do ciclo eleitoral português. De um modo geral, espera-se que o PS seja penalizado nestas eleições, independentemente de concordarmos ou não, é provável que seja castigado por um referendo ao Tratado Europeu que ficou por fazer, pela adopção de políticas liberais desta Comissão Europeia e pelo aumento do desemprego no espaço económico europeu.
Seria bom o povo não confundir alhos com bugalhos e decidir de entre as propostas dos partidos políticos a lista de candidatos mais fortes e aqueles que podem contribuir para a alternativa de políticas económicas, de segurança e defesa, sociais, culturais e educacionais. Vamos esperar para ver todos os candidatos, mas quase de certeza que vamos ter mais do mesmo, nomes e programas. Por norma, os partidos políticos portugueses não se conseguem renovar internamente e têm dificuldade em diferenciar-se entre si porque todos querem chegar ao chamado "centrão". É pena porque ficamos todos ainda mais confusos, com menor clarividência na distinção da diferença entre ideias propostas por partidos políticos nacionais.