Azáfama; grande atividade; agitação; rebuliço.

10
Fev 09


 

Terceiro erro capital. A vertigem das Obras.

 

Esta equipa que está na Câmara não se consegue adaptar à realidade actual, passaram três anos e quatro meses desde as eleições autárquicas de 2005, desde aí o panorama mundial e local mudou muito, o cenário económico e social nessa altura era completamente diferente.

Não é compreensível esta inflexibilidade em se adaptar aos dias correntes e à nossa actual realidade, para novos problemas é necessário novas soluções. Por exemplo, em Aguiar faz sentido fazer uma estúpida obra de sanitários públicos a pouco mais de 50 metros de uns já existentes? Esbanjar 15.000 euros na duplicação de um equipamento que já existe num local tão próximo não faz qualquer sentido. Pergunto qual é o custo-benefício de um mamarracho desses? Mais do mesmo.

Vai-se gastar 2.700.000 euros das Piscinas de Alcáçovas, mais não sei quantos milhares de euros da Cobertura das Piscinas de Viana do Alentejo, pergunto se não seria melhor canalizar essas verbas, a que se somam outras, para apoio real à economia no concelho ou para apoiar a população em sérias dificuldades sociais e económicas?

 

Agora vão fazer umas obras à pressa como é a recuperação do centro histórico, mas já se percebeu que não lhes interessa resolver as questões de fundo, a rede de água, esgotos e cabos eléctricos não vão ser alvo de intervenção quando o deviam ser efectivamente. Remenda-se aqui e ali, fazem-se umas coisas para inaugurar à pressa e sair no Boletim Municipal antes das eleições locais deste ano para ir buscar mais uns votos. A Câmara anuncia as obras e faz grande alarido através da sua publicidade, mas sem dinheiro e sem ter a certeza se haverá financiamento, é assim com o Pavilhão de Aguiar e é assim com o Centro Escolar de Viana do Alentejo.

À boa maneira portuguesa, compra-se, depois logo se vê quem paga, mas uma coisa é certa, não há almoços grátis e deixa-se a factura para quem vem a seguir, mesmo que isso comprometa um futuro sustentável para as posteriores gerações. Não existe uma noção clara dos investimentos prioritários porque não existe participação dos cidadãos, as decisões são tomadas nos gabinetes em função de interesses pessoais, da espuma dos dias, dos interesses pessoais de alguns, com as conveniências políticas de quem quer perpetuar a cadeira do poder desbaratando os recursos dos nossos impostos. Nos próximos tempos, o endividamento dos cidadãos do concelho de Viana do Alentejo vai crescer abruptamente e as obras escolhidas por um directório político não vão gerar qualquer valor acrescentado nem riqueza para o concelho, lamentavelmente.

publicado por polvorosa às 14:25

Fala muito bem sobre (algumas) as obras que necessitam de facto de serem construídas, só não percebo é o porquê de sempre que se falam em obras em Aguiar se referirem sempre ao pavilhão. O pavilhão não tem que ser construído em Aguiar, como não o tem que ser nas Alcáçovas, assim como as piscinas. O sentido de ser municipais (que já se encontram em Viana) é o de servirem o município. Claro que gostava de ter um pavilhão em Aguiar, assim como os habitantes de Alcáçovas o querem, mas não é de todo suportável quer para uma quer para outra localidade. Antes de pensar em querer também o mesmo em Aguiar, pergunto antes será necessário de o fazerem nas Alcáçovas !?!

P.S.: O pavilhão em Aguiar já parece algo que sabem que vai durar muito tempo em discussão e acaba por ser atirar areia para os olhos, para que não se fale no que realmente é importante!
André a 10 de Fevereiro de 2009 às 17:14

Caro André,
Agradeço o comentário. Concordo com o que diz. A minha tese é simples:
a) fazer obras realmente necessárias, não fazer obras só porque a outra freguesia também tem, então também temos de ter. É má política e é gestão ruinosa. Tem total razão quando fala em equipamento "municipal".
b) Num momento económico e social difícil é mais inteligente investir em obras ou equipamentos que possam beneficiar a economia e/ou prestem apoio social.
c) Fazer obras à pressa neste ano dá ideia de eleitoralismo, isto é como a mulher de césar "não basta ser também tem de parecer".
d) Enquanto contribuintes temos de ser mais exigentes com a gestão dos nossos impostos, saber em que é que são aplicados, como e prazos concretos, no fundo isto é "prestar contas", algo que a CDU prometeu e não está a cumprir.
Um abraço.
polvorosa a 11 de Fevereiro de 2009 às 18:20

Correio electrónico:
polvorosa@sapo.pt
comentários recentes
Deslize ou talvez não a despedida não é inédita. "...
"De lembrar que no contexto mais difícil desde que...
Respeito o seu comentário, mas eu cá acho que foi ...
Achei descabido a alusão a Eusebio no discurso da...
Estatisticas de funcionários nas autarquias a níve...
pesquisar neste blog
 
links
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

links