Azáfama; grande atividade; agitação; rebuliço.

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Dez 08

 

Ceia da Silva foi eleito por 91,6% dos votos Presidente da Turismo do Alentejo, Entidade Regional de Turismo. As regiões de Turismo do Alto, Baixo, Centro e Litoral Alentejo foram extintas, a partir de agora, haverá somente a Turismo do Alentejo, E.R.T. A sede vai ficar em Beja, vai ter um Pólo em Reguengos de Monsaraz e outro em Grândola. Fiquei satisfeito por saber que todos os municípios, independentemente da sua cor política, vão apoiar esta nova entidade com uma missão clara apesar dos desafios da crise económica afectarem também o turismo. Uma das primeiras medidas vai ser a criação de um Observatório do Turismo com a Universidade de Évora e politécnicos de Beja e Portalegre. 

 

Este agrupamento na Entidade Regional de Turismo, parece fazer sentido, a ideia é vender a Marca Alentejo de uma maneira global para poder competir num exigente mercado internacional. Grandes alterações o Alentejo está actualmente a atravessar, vejamos o Grande Lago do Alqueva, o Aeroporto de Beja, os empreendimentos turísticos na costa alentejana e a criação de uma paragem do TGV perto de Évora são factores que permitem encarar o turismo com um outro olhar e uma maior ambição.

Para vender o produto turístico, considero fundamental uma série de pressupostos. O primeiro tem a ver com a necessidade de envolver a população local na estratégia de desenvolvimento para o sector do turismo. Em segundo, a valorização do património cultural, ambiental e edificado. Em terceiro, a ligação entre os sectores de actividade, a gastronomia, a natureza, a restauração, o alojamento, as actividades de animação turística, os transportes, os museus e outro património. Em quarto, o papel das novas tecnologias como instrumento para divulgar produtos, captar mercado e demonstrar de forma inovadora todas as mais valias associadas as produtos turísticos. E finalmente, a necessidade de maior escala entre os serviços, renovação associativa e mudança dos processos onde entra uma estratégia de marketing, comercialização e competitividade mais eficiente do ponto de vista económico para conseguir cotas de mercado internacionais.

 

O Alentejo é uma região riquíssima, com uma diversidade e qualidade de produtos com uma genuinidade enorme. Da fronteira à costa, do norte ao sul, o Alentejo dá cartas. É essencial o Estado cumprir o seu papel de regulador e fiscalizador das actividades económicas do sector, infelizmente, o próprio agente Estado revelou-se incapaz de gerir bem muito do nosso património histórico. Porém, não podemos desistir, devemos dar oportunidade aos agentes privados destes gerar riqueza através da criação de postos de trabalho de modo a conseguir fixar população no Alentejo e a atrair cada vez mais pessoas para nos visitar e quem sabe, talvez ficar.    

publicado por polvorosa às 18:03

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