Azáfama; grande atividade; agitação; rebuliço.

17
Set 08

Como todos sabemos, no próximo ano haverá três eleições: europeias, legislativas e autárquicas. Naturalmente os partidos políticos preparam-se e organizam-se para aqueles "combates" políticos. O P.S.D. tem o competente Dr. Alexandre Relvas a coordenar a programática eleitoral, mas a comunicação com o país está difícil; o P.P. do Dr. Paulo Portas anda perdido na sombra do seu líder e nas sondagens quase não existe; o Bloco de Esquerda anda em comícios pelo país com a bandeira da precariedade mas pouco tem subido nas sondagens; o PCP depois de mais uma boa Festa do Avante anda em conflito permanente com as iniciativas do governo; o P.S. formou a Fundação “Res Publica”. Depois do lançamento da Revista Ops de pessoas ligadas à esquerda portuguesa onde se destaca Manuel Alegre, surgiu a Fundação “Res Publica”. Esta última foi buscar pessoas como Eduardo Lourenço, António Reis, Marina Costa Lobo, António Costa Pinto, Vital Moreira, Elísio Estanque, Pedro Adão e Silva, entre outros; continuará também a aproximar os independentes através do Fórum “Novas Fronteiras”.

Mas o desgaste do Governo P.S. é elevado e a situação dos mercados económicos e financeiros comprometem em muito a situação portuguesa, não podemos esquecer o atraso português e a situação periférica com mercados de exportação em crise como a Espanha, a França, Inglaterra, Alemanha e E.U.A. Ainda por cima, o preço dos combustíveis continuam a subir à revelia do preço do crude nos mercados internacionais, por este andar a ganância das gasolineiras vai ter um final como os bancos e seguradoras de Wall Street, ou seja, a ruína. Porque é que o preço do petróleo tem baixado e os combustíveis não? Pergunta  o Pedro Guerreiro e Portugal inteiro.
Ainda é muito cedo, muita água vai correr debaixo da ponte, mas o Governo do P.S. está mesmo debaixo de fogo, longe vão os tempos em que tudo parecia fácil. A juntar a isso vai ter de enfrentar a degradação da cooperação estratégica com o Presidente da República.
publicado por polvorosa às 22:46

A culpa é das Entidade Reguladora que assobia para o lado, aliás se as entidades reguladoras fossem tão eficazes e interventivas como é a ASAE, de certeza que este Governo não ficaria tão exposto.
Veja-se o que aconteceu com o BCP, com os arredondamentos no cálculo dos juros (grande irresponsabilidade do Banco de Portugal), com a abolição da taxa dos contadores, com o preço da energia electrica,etc, etc. Teve que o Governo intervir para regularizar esses sectores.
Só uma palavra não concordo com alguns modos de intervenção e fundamentalismo da ASAE, mas a verdade é que hoje em dia o consumidor quando vai a qualquer restaurante sente-se muito mais tranquilo pois esta entidade não olha a interesses nem a meios para executar as funções que lhe foram destinadas.
Anónimo a 19 de Setembro de 2008 às 23:04

Ex.m@ Sr(a),

Agradeço o comentário. Concordo consigo sobre o papel da Autoridade da Concorrência (AdC) enquanto agente regulador do mercado dos combustíveis. O mercado liberal tem dificuldades em se auto-regular sozinho. Veja o cartel de catering. Mas parece-me que o Professor Dr. Abel Mateus era mais eficiente.

A Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) é diferente, dá-nos para uma longa conversa, mas acho que apesar de alguns problemas no passado, agora estão a acertar na marcha. Agora que fala nisso deixe-me dizer-lhe que é realmente interessante pensar e falar sobre a ASAE.

Obrigado pelo contributo.
polvorosa a 20 de Setembro de 2008 às 17:31

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