A Universidade de Verão 2008 do PSD já passou. Este partido continua elitista, agora já nem à festa do Pontal os dirigentes se dignam ir confraternizar com os seus simpatizantes e militantes.
Pese embora reconhecer alguma importância na formação de jovens para a política, gostaria de deixar claro que sou contra a profissionalização da política como querem fazem os jovens acreditar e fomentar desde cedo esse espírito neles. Podem chamar-me conservador, não me importo, mas no meu modo de ver as coisas, primeiro importa formar jovens para ser cidadãos, depois prepará-los para a vida profissional e só depois tornar essa gente correligionária partidariamente. Sinceramente não aprecio ver jovens sem experiência e sem competências profissional cuja escolha da profissão é ser... político.
Contacto com muitos jovens, ainda hoje grassa muito a ideia que para ser alguém importante neste país é necessário ter um cartão de um partido político, não faz sentido. Sou daqueles a acreditar no trabalho e no esforço para obter mérito e recompensa, sem sacrifício as coisas não aparecem, não aprecio o facilitismo nem o "nacional porreirismo", as pessoas só devem chegar lá se forem capazes e trabalharem para isso. Passar a mensagem de esperteza saloia e matreirice, é a "má moeda contra a boa moeda" para fazer aqui uma analogia.
As juventudes partidárias têm a sua relativa importância, mas serão elas representativas da sociedade civil? Elas têm jovens ciganos, imigrantes, sem-abrigos, portadores de deficiência como doença mental, toxicodependentes, pessoas infectadas com Sida, prostitutas? Poucos ou nenhuns representantes destes encontramos e até pessoas do sexo feminino são poucas nestas estruturas partidárias. As iniciativas dos partidos políticos para mobilizar os jovens são positivas, ainda mais se envolverem ideias e necessidade de utilização do cérebro, mas sou contra a instrumentalização da imagem para arrecadar mais alguns votos. Cada vez conta mais a imagem em detrimento do pensamento e das ideias, o essencial em vez do acessório, não é pois de estranhar a abundância dos "spin off" e o desaparecimento de cena dos verdadeiros políticos.