Azáfama; grande atividade; agitação; rebuliço.

13
Nov 11
Os militares vão concentrar-se em frente à residência oficial do Presidente da República a 30 de Novembro, dia em que o Orçamento do Estado para 2012 deverá ser aprovado na Assembleia da República.
 

A iniciativa faz parte da moção apresentada no final da manifestação da família militar, que juntou cerca de 10 mil militares numa marcha entre o Rossio e o ministério das Finanças, no Terreiro do Paço.

A vigília convocada tem por objectivo “sensibilizar o Presidente para que não promulgue o Orçamento do Estado”. O comandante supremo das Forças Armadas foi, aliás, o único responsável político vaiado na manifestação. Cavaco Silva foi sonoramente apupado quando o presidente da Associação de Praças, Luís Reis, perguntou ao microfone “onde fica o papel do Presidente enquanto supremo comandante”.

A manifestação dos militares contra a degradação das condições de trabalho começou pouco depois das 15 horas. No protesto, segundo a organização, estiveram “mais de dez mil garantidamente”, entre generais, almirantes na reforma, sargentos e praças. Não foram gritadas palavras de ordem.

Os militares manifestam o seu descontentamento com o que consideram ser a sua perda de direitos. Em causa está o cancelamento de promoções e os cortes na saúde. Mas a marcação deste protesto fica ainda marcado pelas reacções que provocou entre dois dos capitães de Abril.

No próprio dia em que os militares se decidiram pela manifestação, Vasco Lourenço, também presente no Rossio, acusou o Governo de ser um “bando de mentirosos” e apelou aos militares para defenderem a população em caso de “repressão” por parte das forças de segurança nas manifestações agendadas “como se passou no Egipto”.

Poucos dias depois, foi a vez de Otelo Saraiva de Carvalho, dizer que seria mais fácil fazer uma revolução em 2011 do que em 1975. "Bastam 800 homens", contabilizou antes de acrescentar que os militares tinham outras formas de fazer ouvir as suas reivindicações: “Para mim, a manifestação dos militares deve ser, ultrapassados os limites, fazer uma operação militar e derrubar o Governo. Não gosto de militares fardados a manifestarem-se na rua. Os militares têm um poder e uma força e não é em manifestações colectivas que devem pedir e exigir coisas", disse.

 

Visto no Jornal Público.

publicado por polvorosa às 21:41
tags:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.


Correio electrónico:
polvorosa@sapo.pt
comentários recentes
Deslize ou talvez não a despedida não é inédita. "...
"De lembrar que no contexto mais difícil desde que...
Respeito o seu comentário, mas eu cá acho que foi ...
Achei descabido a alusão a Eusebio no discurso da...
Estatisticas de funcionários nas autarquias a níve...
pesquisar neste blog
 
links
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

links