Azáfama; grande atividade; agitação; rebuliço.

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Nov 11

O presidente da Companhia das Lezírias, António João de Sousa, nomeado ainda no Governo PS, vai abandonar o cargo no prazo de um mês mas deixa a maior empresa agrícola nacional, com sede em Samora Correia, Benavente, com um lucro que rondará o milhão de euros.


O melhor resultado dos últimos dez anos da maior empresa agrícola nacional, detida exclusivamente por capitais públicos, foi conseguido em tempo de crise por via da plantação de mais 300 hectares de arroz e de contratos plurianuais para a venda da cortiça. Em 2010 os lucros já tinham atingido os 510 mil euros, mas a estimativa (até Outubro de 2011) é que no final deste ano as receitas tenham mais do que duplicado.


António João de Sousa confirmou a O MIRANTE que apresentou na semana passada o pedido de cessação de funções. “Esta decisão não tem que ver com qualquer animosidade em relação à tutela”, sublinha António João de Sousa que considera que dada a exigência do cargo é necessário que o presidente do conselho de administração esteja munido de “plenos poderes” já que é também por inerência presidente da Fundação Alter Real, presidente da Associação de Beneficiários da Lezíria Grande e vice-presidente não executivo do Conselho de Administração da Orivárzea.


Depois das últimas eleições legislativas de Junho, que deram a vitória ao PSD que fez coligação com o CDS-PP, o Governo ainda não tinha tomado a iniciativa de nomear uma nova equipa e por isso o presidente do conselho de administração, António João de Sousa, bem como o vogal, Manuel Nogueira, decidiram pressionar e abandonar os cargos.


A Companhia estava em “gestão corrente” desde Dezembro de 2010 altura em que o mandato terminou. Estava prevista a realização de uma assembleia já em 2011, ainda dentro do prazo legal, o que não chegou a acontecer devido à instabilidade política. António João de Sousa garante que desde aí fez várias diligências no sentido de que o Governo tomasse uma decisão em relação ao novo conselho de administração mas não teve sucesso.


Fonte próxima da administração disse a O MIRANTE que o presidente, que se deslocava todos os dias de Évora para a sede da Companhia, encarava o cargo como “uma missão” e pretendia voltar à Universidade onde auferia rendimentos mais elevados. “Não foram questões financeiras que me fizeram aceitar o cargo”, confirma António João de Sousa, que foi chamado a exercer funções na Companhia das Lezírias em Julho de 2010, substituindo Vítor Barros, afastado pelo Governo que quis rentabilizar a empresa. O presidente da Assembleia Municipal de Viana do Alentejo, eleito pelo PS, vai regressar à vida académica já não como director de departamento na Universidade de Évora mas como docente de gestão.


Manuel Nogueira estava no conselho de administração como vogal desde 2005. Ana Caseiro, também vogal, não apresentou pedido de cessação de funções. Dois nomes são já falados como possíveis candidatos a líderes da Companhia das Lezírias. É o caso de Paulo Caetano, ex-cavaleiro tauromáquico e candidato pelo CDS-PP em Portalegre, e Salter Cid, que já ocupou o lugar de presidente das Lezírias.

 

visto no Jornal Mirante.

publicado por polvorosa às 19:56

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