Azáfama; grande atividade; agitação; rebuliço.

25
Set 11
 
Alberto João Jardim chamou-lhe uma "coisinha de nada no meio de todas", agora os números "definitivos" do Governo Regional da Madeira mostram que o total da dívida da região autónoma é de 5,8 mil milhões de euros no primeiro semestre deste ano. O valor anunciado ontem em conferência de imprensa está longe dos 3 mil milhões que eram conhecidos, mas acima dos 5 mil milhões que o presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, revelou na noite anterior em entrevista à RTP.

"Se tivermos em linha de conta todas as responsabilidades da região, a 30 de Junho de 2011, o montante total ascendia a 5,8 mil milhões de euros", explicou Ventura Garcês, secretário Regional das Finanças. Um número que se traduz em 72% do PIB da região autónoma. A dívida decompõe-se entre o que é devido pelo governo regional, 3 mil milhões de euros, e 2,8 mil milhões de euros devidos pelas empresas públicas regionais, que passaram a contar para a dívida, de acordo com as regras do Eurostat. Neste último bolo estão contabilizados "1,2 mil milhões de euros de avales concedidos a empresas públicas, detidas ou participadas pela região", explicou o responsável pelas finanças madeirenses.

Os números tomam outros contornos se se tiver em conta a dívida por cada madeirense. Pelas contas do governo regional, cada cidadão que nasça na região autónoma tem logo um encargo de 14 180 euros, mas isto se não somar as dívidas das empresas públicas. Se os dois valores em dívida - endividamento da administração regional e do sector empresarial regional - tivessem de ser pagos por cada um dos madeirenses, esse montante subia para 21 646 euros.

Com os novos dados em cima da mesa, a agência de notação internacional Moody''s cortou o rating da região autónoma de B1 para B3. Razões para a decisão: "Deficiente governação e gestão da região, tal como a fraca execução do orçamento." Alberto João Jardim virou as costas à medida: "Estou-me nas tintas para a Moody''s e para isso tudo."

Cerco político Depois de Passos Coelho ter criticado duramente o desvio da região e ter voltado atrás no apoio a Alberto João Jardim em campanha eleitoral, o cerco político ao líder madeirense continua a apertar. O resultado da análise às contas da região, que está a ser feito pelo Instituto Nacional de Estatística, pela Inspecção-Geral das Finanças e pelo FMI, vai ser conhecido até ao final da semana e o programa de reestruturação vai ser apresentado depois das eleições de 9 de Outubro.

Perante este isolamento político, Alberto João dispara para todos os lados. O último alvo foi o Presidente da República: "Fizeram isto numa altura das eleições para nos encravar e o Presidente da República devia ter evitado que o Estado fosse instrumentalizado, na Madeira, nas eleições da Madeira, contra o PSD. Aí o Presidente devia ter intervindo." Do lado de Cavaco Silva não houve resposta. Em visita oficial aos Açores, escusou--se a comentar o corte da Moody''s, mas reforçou que as contas da Madeira não vão ter "efeito significativo sobre o bem--estar dos continentais para além daquilo que é o chamado efeito reputação, efeito credibilidade".

 

visto no Jornal i

publicado por polvorosa às 10:44
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