Azáfama; grande atividade; agitação; rebuliço.

15
Fev 10

 

 

 

Carlos Braumann é o novo Reitor da Universidade de Évora. Conheci este Professor do Departamento de Matemática no ano lectivo 2000/2001. Guardo dele recordações interessantes e algumas bem curiosas. Lembro-me da sua inteligência emocional, rapidez de pensamento, capacidade técnica e científica, relacionamento interpessoal, competências pluridisciplinares, cultura geral e do seu impressionante currículo.

 

Posto isto, quase uma década depois eis que chega ao tão ambicionado lugar de Reitor de uma Universidade Pública e concomitantemente aos enormes desafios que o esperam: Bolonha, déficit orçamental, gestão de pessoal, gestão de património, qualidade dos serviços, extensão universitária, captar públicos, investigação universitária, etc, etc.

 

A Universidade de Évora é uma das maiores entidades empregadoras do Alentejo e isso é uma responsabilidade imensa. Vamos aguardar para ver qual a sua equipa e quais as prioridades que toma. Penso que pode desempenhar um bom papel reitoral.  Tenho alguma expectativa para ver se as humanidades vão ser bem tratadas como merecem, tal como as ciências e as artes devem ser acarinhadas.     

 

Aqui pode ver o seu Programa 2010-2014; o Currículo, vídeos, apresentações e entrevistas.

publicado por polvorosa às 18:47

Sinceramente, tenho as minhas dúvidas.
Altamente espartilhada pela cidade de Évora, a UE, gasta os recursos que não tem em manutenção de espaços que nos nossos dias não são adequados á função e requerem uma manutenção elevada. A manutenção dos vários pólos, a par da diminuição brusca do número de alunos no ensino superior é um factor que não potencia o ambiente académico, não permite a troca de experiencias entre os vários cursos e não cativa o aluno que procura uma cidade universitária.
A UE está totalmente desorganizada, e sem rumo, neste aspecto espero que o novo reitor venha realmente mudar alguma coisa. Comecem pelos serviços académicos e por favor concentrem as decisões num único local para que qualquer aluno possa a qualquer momento saber com quem está a falar.
Pela primeira vez estou a frequentar a universidade da minha cidade e fiquei altamente desiludido com o que vi, se calhar por estar habituado a outras universidades, mas em grande parte porque a UE não se adaptou aos novos tempos.
A universidade em grande medida é uma experiência de vida, uma fase de aprendizagem não só de conceitos técnicos para a vida do trabalho, mas também estruturante para a nossa real aprendizagem de vida. Tanto no primeiro como no segundo aspecto a UE deixa muito a desejar.
Em relação á grande parceria com o BES, apetece dizer, é o que se arranja!
De resto esperemos que algo se altere e que o Carlos Braumann consiga reformar e encontrar o caminho da UE.
peixebanana a 17 de Fevereiro de 2010 às 01:56

Caro peixe, boa análise.
Na minha óptica problemas a atacar: inexistência de campus universitário; não há avaliação de docentes; buraco orçamental gigantesco; abertura de cursos de papel e lápis a torto e a direito, apoio à investigação. Estas políticas também têm a ver com opções nacionais como a Lei do Financiamento Universitário. Mas também há pontos muito positivas e sobretudo novas oportunidades par este sector.
Mais uma vez a Delta também está muito bem e não é só de agora, o comendador Rui Nabeiro é o maior.
polvorosa a 18 de Fevereiro de 2010 às 14:25

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