Azáfama; grande atividade; agitação; rebuliço.

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Jul 08

Ontem foi dia de Debate sobre o Estado da Nação. Algumas notas, o novo líder parlamentar Paulo Rangel é um bom tribuno com discursos meio enigmáticos, nota,  ter em vista os próximos debates envolvendo este promissor político recrutado fora do aparelho. Louçã e Sócrates odeiam-se, já se percebeu, é quase impossível uma coligação, o primeiro continua através da moral a vigiar as práticas e costumes do P.S. e daqueles que se movimentam entre os corredores do poder e as portas das empresas. O P.P. apresentou algumas ideias interessantes, por exemplo, proteger os consumidores através de medidas de apoio fiscal para as famílias e de um sistema de protecção de crianças. O P.C.P. apresentou uma série de sete propostas, coerentes com a ideologia comunista, mas impraticável neste momento de crise, apesar de serem estas as ideias que os portugueses mais querem ouvir. Quanto ao P.S. há alguns itens a apontar, a saber: o aumento dos apoios sociais para os jovens estudantes; a descida no preço dos passes sociais escolares nos transportes públicos; o prolongamento do I.M.I. de 6 para 8 anos após a aquisição da casa; as deduções no I.R.S. para os escalões mais baixos de rendimentos; a taxa "Robin Hood" permite que 25% dos lucros especulativos das empresas de combustíveis passem para os cofres do Estado.

Mas atenção, o I.M.I. ainda carece de uma discussão grande com a Associação Nacional de Municípios Portugueses, esta entidade já disse que podem perder com isto 20% do seu financiamento. Na minha opinião, estas medidas fazem todo o sentido, todas elas são positivas, mas não bastam para fazer frente à crise que os portugueses vivem.
Uma questão fundamental prende-se com saber se mesmo com a baixa do I.V.A. existem produtos que vão manter ou mesmo aumentar os preços e estes ainda vão custar mais aos consumidores, infelizmente a semana que agora termina mostra alguns lamentáveis exemplos, ainda por cima e mais uma vez a envolver a GALP, depois não querem ouvir o povo a dizer que lhe estão a ir ao bolso invariavelmente. Por estes dias onde anda a Autoridade da Concorrência e a ASAE?  
publicado por polvorosa às 21:51
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