Azáfama; grande atividade; agitação; rebuliço.

17
Set 09

"O nosso actual Presidente da Câmara assumiu em O Crescimento Económico e Social (último Boletim Municipal), fazer parte da sua estratégia para o Concelho, a distribuição equitativa de equipamentos e infra-estruturas. Justificava assim a construção das piscinas municipais de Alcáçovas, as segundas num concelho com três freguesias. Com, entre outros problemas, as redes de águas e esgotos a necessitarem de urgente intervenção e os centros das povoações a pedirem requalificação (enterramento de electricidade e telefone e criação de rede de gás), dá prioridade a este tipo de investimento, e isso em tempos de vacas magras, num clima de incertezas quanto ao futuro.

 

Enquanto isso tenta, com os alcatroamentos, iludir os moradores das ruas que anos a fio tiveram de conviver com o pó e os buracos, pretendendo simultaneamente tapar a boca aos cada vez mais numerosos críticos. Com nenhuns deles, moradores e críticos, quis ao longo dos anos debater fosse o que fosse. Abre várias frentes de trabalhos num alcatroamento relâmpago dos arruamentos mais estragados, alcatroamentos à séria, mas não tocando nas coxias, de tão apressadamente que “têm” de ser feitas as obras. Como todos sabemos, está tudo podre por baixo, no fim de contas estão a gastar uma fortuna a fazer enormes remendos.

 

O que se pedia era um plano faseado, financiado pelos dinheiros comunitários, para a reconstrução e beneficiação das infra-estruturas dos centros das povoações seguidas então do arranjo dos arruamentos. Foi escrito e reescrito em muito blogue, alguma vez quiseram debater isso?

 

Esta iniciativa de alcatroamentos é simultaneamente a certidão de óbito de toda uma estrutura montada pela nossa autarquia para executar este tipo de trabalhos. Lá para trás, escondido ao fundo do estaleiro, vai ficar uma fortuna em centrais de betumes e em máquinas para os aplicar, agora quanto muito a serem usadas em obras menores. Mais um estranho caso onde ninguém é responsável, e em que uma vez mais, faz de conta que não se passou nada.

 

Depois de terem entregado as “altas” adivinha-se nas entrelinhas a entrega das “baixas”. A pouco e pouca entregarão tudo. Só assim conseguem resolver seja o que for, passando aos outros mais uma vez, os problemas que o seu laxismo criou.

 

”Só dizem mal”, afirmam repetidamente neste eleitoral acordar da quadrianual letargia. Não é dizer mal, é criticar problemas objectivos (do conhecimento de todos), propondo outras maneiras de fazer as coisas, outras formas de pensar o Concelho.

 

No Linha Directa de Agosto o nosso Presidente, referindo-se à vaga de obras, ofende a inteligência dos trabalhadores da câmara ao escrever: “Isto acontece, não porque estamos em período eleitoral como alguns tentam dizer, mas porque é agora que estão reunidas as condições para tal!. Percebe-se facilmente que as grandes e as pequenas obras que estamos agora a executar e a lançar, não podem ter aproveitamento eleitora para este actual mandato que está prestes a terminar e que, ao contrario, apenas daqui a muitos meses em alguns casos e daqui a alguns meses noutros, poderão ser devidamente usufruídas pela nossa população.”

 

Uma forma demagógica de pensar e uma estratégia para o concelho que se assume pelo pequeno para satisfazer todos, mesmo que sem brilho ou distinção, mesmo que sem nada de qualidade que coloque o concelho no mapa. Estamos somente a construir bairros dormitórios, como se de condomínios “proletários” se tratassem, com os seus espaços comuns, ginásios, piscinas, etc.

 

Com esta forma do nosso Presidente ver e pensar o Concelho, os Aguiarenses têm garantida a construção do seu Pavilhão, podendo mesmo sonhar, no mínimo, com umas piscinas municipais. Mas esta maneira populista de fazer política nunca construirá projectos âncora (esses sim a serem distribuídos equitativamente), nunca descobrirá os nossos nichos de qualidade, nunca nos dará “o nosso Fluviário”. Há de nos transformar, tão-somente, num amontoado de vilas pardacentas, e anónimas!"

Zé Coxo

publicado por polvorosa às 23:53
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Num comentário, no seu recém inaugurado blogue, em Até Um Relógio Parado Tem Razão Duas Vezes Por Dia diz: “Por falar em obras sem o apoio do Governo e até contra a vontade do Governo, recordo que está em construção a Piscina de Alcaçovas, a maior de quantas obras públicas já se fizeram nesta Freguesia.
Totalmente financiada com dinheiro da Câmara porque o Governo devolveu a candidatura que foi feita para fundos Comunitários. Não é um Fluviario (excelente projecto), mas é aquele que a maioria das pessoas de Alcáçovas considerou prioritário.”
O Governo esteve contra a construção das piscinas das Alcáçovas? Não, o que o Governo disse foi que não financiava duas piscinas municipais, a dezoito quilómetros uma das outra, num concelho só com três freguesias e uns escassos seis mil habitantes. Sou da área do PSD mas acho que o governo fez bem, foi boa governação.
Como muitos Alcaçovenses e alguma da nova elite a cavalo Vianense querem Praças de Touros está mais que visto que, a estarem por cá, no próximo mandato assistiremos à construção em Alcáçovas e Viana destas tão necessárias obras estruturantes. Entretanto aqui em Aguiar a única coisa que fizeram, para além de uns alcatroamentos apresados, foi darem-nos mais espaço para morrer. Concordo com o Zé Coxo, assim nunca iremos ter o nosso "Fluviário".
Estes senhores não têm manifestamente nenhum pensamento estratégico para o Concelho, limitam-se a navegar à vista com o único objectivo de se auto perpetuarem na Brito Camacho, em Viana.
Por mim, dia 11 vou-lhes acenar com um lencinho branco.
Anónimo a 18 de Setembro de 2009 às 22:21

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