Azáfama; grande atividade; agitação; rebuliço.

01
Jul 08

O Tratado de Lisboa após reprovação no Referendo na Irlanda encontra-se agora numa fase crítica. Os Irlandeses chumbaram legitimamente o Tratado de Lisboa. De resto, já a França e a Holanda tinham chumbado o Tratado Constitucional, tal facto, foi suficiente para um grande celeuma europeu e a Constituição foi revista de modo a torná-la num Tratado Simplificado para evitar Referendos. Não é legítimo estar a fazer crer que o problema disto é a Irlanda, nem fazer desta o bode expiatório para os problemas associados ao Tratado, convenhamos a Irlanda não é um problema, é uma solução. Convém não esquecer que a Irlanda foi durante muito tempo um bom aluno da União Europeia, os indicadores de progresso e de desenvolvimento deste país falam por si. Não foi a Irlanda que causou o problema, quem criou as dificuldades foi o directório europeu ao querer instituir o Tratado a todo o custo e ao aumentar as diferenças entre os povos e nações, exactamente o inverso do que seria desejável, a maior parte dos países, como é óbvio não perdoam esta questão porque perdem legitimidade, soberania e são afastados do processo de tomada de decisão em prol de grandes países como a França e a Alemanha.

Também de Leste sopram ventos de tempestade, por exemplo, a Polónia, cujo Estado remonta a 966, tem cerca de 38,5 milhões de habitantes está tentar impedir que este Tratado avance. Com efeito, o Presidente Lech Kaczynski disse que este Tratado estava ferido de morte e após ratificação pelo seu próprio Parlamento Nacional recusa-se a assinar o seu reconhecimento.
Durão Barroso e os eurocêntricos de Bruxelas não conseguem entender a Cidadania na sua plenitude, liberdade e direitos dos povos, não estão habituados. Habituem-se porque só assim os processos são legítimos, transparentes e participativos. 
Hoje inicia-se a presidência francesa da União Europeia, as grandes prioridades desta são: a energia, alterações climáticas, imigração e defesa. È uma presidência difícil, num momento particularmente complicado com as crises energéticas, alimentar, imobiliária e ambiental, espero que possam ser dados pequenos passos, mas passos seguros para melhorar a vida dos europeus e dos portugueses em particular. 
 
publicado por polvorosa às 19:39
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Conclusão a Europa está cada vez mais distante dos cidadãos. O Tratado está morto, falta fazer o funeral do dito.
Que democratas são estes que não aceitam o NÂO da Irlanda. É precio vir o Presidente da Polónia chamar à razão os outros países.
É preciso um presidente de uma jovem democracia vir explicar o que significa o NÃO da Irlanda?
Gostava de ver antes esta presidência preocupar-se mais com o emprego e as políticas de protecção social em vez de aumentar o n.º de horas de trabalho dos escravos a que chamam trabalhadores.l
Anónimo a 2 de Julho de 2008 às 23:25

Vamos esperar as cenas do próximo capítulo, certamente os burocratas da U.E. estarão a preparar uma saída, vislumbro três possíveis: esquecer o Tratado ou aprovar o Tratado sem ter em conta a Irlanda ou aquela que na minha opinião faz mais sentido que é fazer um documento simples, discutido e ratificado em cada um dos 25 países europeus. Os dados estão lançados, será que saiem sempre o mesmo número?
polvorosa a 5 de Julho de 2008 às 14:17

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