Azáfama; grande atividade; agitação; rebuliço.

26
Jun 08

Mais uma revisão do Código Laboral, o Governo voltou atrás na questão nos despedimentos por inadequação, com efeito não foi suficiente para alcançar o acordo com todos os sindicatos, para além da previsível UGT ter chegado a acordo através do seu líder e militante do PS João Proença, a CGTP não embarcou no acordo e abandonou a reunião em sinal de protesto.

Vamos a factos, a Licença de Paternidade, permite que a licença partilhada entre o casal vá até um ano; o Banco de Horas permite fazer mais horas quando há mais trabalho, ganhar mais salário e acumular mais tempo livre para utilizar cumulativamente; uma pequena parte das taxas contributivas dos recibos verdes passam para a entidade patronal e outras são de facto medidas positivas, contudo, as medidas estruturais essas estão por fazer. A formação profissional nas empresas durante 25 horas obrigatórias será que está a ser cumprida? Será que as mulheres grávidas têm as mesmas oportunidades das outras mulheres? A conciliação entre vida familiar e profissional não será mera retórica e finalmente questiono se a fiscalização da Inspecção do Trabalho é eficiente e detecta as situações graves e numerosas de fraude, invasão e utilização ilegal de recibos verdes em especial com os jovens em muitos casos qualificados, a chamada geração 500 euros.

Gostava de viver num país onde a classe empresarial fosse honesta e transparente nas suas práticas, um país onde os sindicatos não fossem tão dogmáticos e defendessem tanto os trabalhadores já instalados nas carreiras profissionais, um país onde os cidadãos gostassem de participar e de envolver nas questões da Cidadania e finalmente um país cujo Governo fosse capaz de dialogar com todos, não estivesse sujeito a pressões e pensasse nas gerações futuras e na sustentabilidade da Segurança Social. Alguns passos foram dados, mas ainda não se vê a luz ao fundo do túnel.

Sinceramente, todos os dias pergunto a mim mesmo como é que a maior parte dos reformados conseguem viver com aquelas pensões de miséria abaixo de 400 euros, não é esse o futuro que sonho para o meu povo e para o meu país, bem sei que posso estar a pensar no "país das maravilhas", mas como Thomas More defendeu deve existir sempre uma Utopia para a vida fazer mais sentido.

publicado por polvorosa às 22:00

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