Azáfama; grande atividade; agitação; rebuliço.

23
Jun 08

As opções são claras, mais déficit menos justiça social, mais justiça social menos déficit.

Com efeito, vivemos tempos conturbados com a crise internacional, mas se não apostarmos nas pequenas e médias empresas portuguesas não conseguiremos dar a volta e sem incentivos para isso nada feito.

De acordo com o Dr. Basílio Horta (AICEP), os empresários para apostar em Portugal precisam essencialmente destas cinco componentes: regime laboral flexível; administração pública rápida e eficiente; tribunais ágeis, mão-de-obra qualificada e boas acessibilidades/comunicações. Contudo, a economia portuguesa vive demasiado à sombra do Estado, se tem problemas logo clama por medidas de apoio proteccionistas, quando a situação económica está positiva parece existir medo do risco, da internacionalização portuguesa. Já provamos que os empresários portugueses têm qualidade, veja-se o exemplo da Ydreams, da Critical Software... ups, de repente não me lembro assim de muitos exemplos!

Os investidores estão a mudar-se para os países do Leste Europeu, como a Polónia, República Checa, Hungria, etc. Porquê? Estes países têm mão-de-obra qualificada, têm acessibilidades óptimas, os incentivos fiscais são muito generosos, mas sobretudo a mão-de-obra é barata e aqui era onde queria chegar. Assistimos a União Europeia a fazer o inverso do que devia, está a copiar o modelo asiático de custo produção barato e muitas horas de trabalho, veja-se a recente proposta com a Directiva sobre Tempo de Trabalho que alarga o período de trabalho até às 65 horas semanais. Há argumentos a favor, quem quiser ganhar mais dinheiro trabalha mais tempo; mas também há argumento contra, conciliação entre vida familiar e profissional, incentivos à natalidade, menos tempo para lazer e família.

Sem dúvida que a flexibilidade é extremamente importante para a competitividade da economia, mas também o é a segurança para a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e respectivas famílias, é esta última a tendência seguida pelo modelo social europeu nos países nórdicos (Dinamarca, Finlândia, Suécia e Noruega). Depois vêm com a conversa porque é que não há mais crianças? E Porque é que os Tratados em referendo são consecutivamente chumbados?  

publicado por polvorosa às 10:43
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Caro, falar sem saber, seguir a opinião criada por media muito pouco investigantes tem destas coisas... quer a Critical quer a Ydreams são empresas que conheço por dentro, e ambas estão neste momento a mandar embora não-quadros (recibos verdes) e a braços com sérias dificuldades financeiras.
"empresários de qualidade"... tanto como a imprensa escrita e vista que se deixa enganar pelo que lhes dizem.
anónimo a 8 de Outubro de 2008 às 17:38

Ex.m@ Sr.
Desconhecia esse problema nestas empresas. Agradeço a informação.
Os tempos correntes são muito difíceis e desde que escrevi este post em Junho até hoje a situação económica degradou-se muito.
Tem razão com os sound bytes e com a desinformação dos meios de comunicação social, erram muito e às vezes não fazem bem o T.P.C.
Espero que possa continuar a colaborar com este blog.
Felicidades.
polvorosa a 8 de Outubro de 2008 às 20:02

Mesmo mesmo que o anonimato proteja a cobardia do autor do comentário, não consegue disfarçar a sua ignorância e má-fé.

Se o “anónimo” realmente conhecesse por dentro a YDreams saberia que até hoje não houve qualquer despedimento que tenha sido consequência de alguma dificuldade financeira. A questão dos “recibos verdes” é outra falsidade, já que não faz parte da política de trabalho da empresa e apenas um colaborador está em regime de prestação de serviços, por escolha própria.

É a partir deste tipo deste rumores e boatos, que não serão inocentes, que se põe em causa a credibilidade das empresas e prejudicam, sobretudo, as pessoas que lá trabalham. Em relação a este anónimo e a sua motivação, não há muito a dizer, apenas que se quiser crescer e assumir as mentiras que diz, teremos todo o gosto em discutir o assunto nas instâncias apropriadas.

André Lapa, Dep. Comunicação, YDreams
André Lapa a 19 de Janeiro de 2009 às 16:49

A bem da verdade dos factos, a Critical Software esclarece que não é política da empresa contratar colaboradores em regime laboral de recibos verdes.

Desde 2004, e no que toca ao número de colaboradores, a Critical Software tem mantido uma taxa de crescimento anual superior a 30%.

A Critical Software nega igualmente que se encontre em “sérias dificuldades financeiras”.

A Critical Software publica desde 2004 os seus relatórios e contas no seu website : http :/ www.criticalsoftware.com financial-figures.html , pelo que podem aí ser consultados os factos financeiros relevantes da empresa.

Rui Melo Biscaia
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A bem da verdade dos factos, a Critical Software esclarece que não é política da empresa contratar colaboradores em regime laboral de recibos verdes. <BR><BR>Desde 2004, e no que toca ao número de colaboradores, a Critical Software tem mantido uma taxa de crescimento anual superior a 30%. <BR><BR>A Critical Software nega igualmente que se encontre em “sérias dificuldades financeiras”. <BR><BR>A Critical Software publica desde 2004 os seus relatórios e contas no seu website : http :/ www.criticalsoftware.com financial-figures.html , pelo que podem aí ser consultados os factos financeiros relevantes da empresa. <BR><BR>Rui Melo Biscaia <BR class=incorrect name="incorrect" <a>Marcom</A> Manager <BR class=incorrect name="incorrect" <a>Critical</A> Software
Anónimo a 23 de Janeiro de 2009 às 12:05

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