Azáfama; grande atividade; agitação; rebuliço.

22
Jan 09

"Reabilitação do centro histórico (in www.alcacovas.blogs.sapo.pt)


Recentemente vi neste blogue uma notícia que adiantava que uma das próximas apostas do executivo camarário no concelho seria a reabilitação do centro histórico de Viana do Alentejo. Parabéns à CMVA pela ousadia de tal façanha. Louvo a ideia, mas se me é permitido tecer alguns comentários sobre uma iniciativa, esta sim, que poderia ser repetida nos restantes centros históricos existentes no concelho, pois criaria mais-valias inquestionáveis para o mesmo, gostaria de dizer o seguinte:


1º - Esta deverá ser uma iniciativa estruturante para o concelho e, nunca realizada avulsamente, ou seja, deverá ser parte dum conjunto de obras mais alargadas, implementadas sobre a malha urbana dos centros históricos do concelho e, naturalmente em especial no seu património histórico-arquitectónico. Este passo deverá ser tido como parte dum conjunto que valorize o património e o associe ao desenvolvimento local/regional catapultado pelo turismo;

 

2º - Este projecto nunca deverá ser empreendido ao arrepio da histórica local, das características específicas do património do concelho e contra a vontade e sensibilidade das suas gentes;

 

3º - A obra a efectuar deverá não apenas conservar o que existe, mas aproveitar esta oportunidade quase única para valorizar a malha urbana do centro histórico (neste caso de Viana do Alentejo) - iluminação, mobiliário urbano, acessibilidades, etc...;


4º - A intervenção, a ter, como será de esperar remoção de terras do subsolo, não poderá ser efectuada sem a presença de uma equipa técnica de Arqueologia, como forma de defender/salvaguardar estruturas arqueológicas. Aliás, mesmo que a CMVA não o desejasse fazer, tem entre si monumentos classificados que obedecem, nalguns casos ( exemplo do Castelo de Viana - Decreto 16-06-1910, DG 136 de 23-06-1910) a ZEP´s - Zonas Especiais de Protecção que obrigam imperiosamente a acompanhamento arqueológico num raio de 50mts sobre os limites do edifício. Mas nem será necessário evocar estes pressupostos legais, pois a CMVA, mais que agir em conformidade, pretende certamente defender e até conhecer melhor a sua própria história;

 

5º - Espera-se que este trabalho, de longo alcance e de árdua concretização, seja feito imaculadamente do ponto de vista da defesa do património histórico-cultural, dando a autarquia aqui um claro sinal de inversão ao nível da sua política neste campo, pelo que se espera que a mesma congregue para esta iniciativa apoios institucionais e parceiros associativos no ramo, de forma a alargar a abragência da sua intervenção e, simultaneamente a incutir um espírito democrático de participação junto de cidadãos e associações.

 

Resta-me dizer que ficarei atento a esta iniciativa!

 

Um abraço,

 

Frederico Nunes de Carvalho"


carta enviada por: fredcarvalho78@hotmail.com

publicado por polvorosa às 18:02
tags:

Muito obrigado pela publicação. Não era essa a principal intenção, mas agradeço de qualquer forma o gesto. Aproveito para o informar que foi igualmente adicionado ao blogue www.frescoscampos.blogspot.com
Cordialmente,
Frederico Carvalho
Frederico Carvalho a 25 de Janeiro de 2009 às 03:33

Caro Frederico,
Agradeço o envio do seu texto para este blogue. A publicação deste texto é relevante para a conservação do património histórico-cultural.
Também adicionei o link "Frescos Campos".
Abraço.
polvorosa a 25 de Janeiro de 2009 às 12:37

Contador
Correio electrónico:
polvorosa@sapo.pt
comentários recentes
Deslize ou talvez não a despedida não é inédita. "...
"De lembrar que no contexto mais difícil desde que...
Respeito o seu comentário, mas eu cá acho que foi ...
Achei descabido a alusão a Eusebio no discurso da...
Estatisticas de funcionários nas autarquias a níve...
pesquisar neste blog
 
links