Azáfama; grande atividade; agitação; rebuliço.

23
Out 08

 

Com o início de mais um ano lectivo nas universidades portuguesas a polémica das praxes académicas volta à ordem do dia. O Ministério da Ciência Tecnologia e Ensino Superior deu orientações no sentido de haver alguma atenção e restringir as praxes para assegurar os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.

 

A minha posição sobre este assunto é que admitindo a realização da "praxe", considero que esta não deve ter perversidade nem humilhação, deve antes integrar e ser pedagógica, por exemplo, explicar o funcionamento da Universidade, informar onde são os serviços e equipamentos de apoio aos alunos, ter uma dimensão de convívio e aproximação, ou seja, quase tudo aquilo por que nunca é falada apesar de existir até num número considerável de casos.
Mas depois há o outro lado da praxe, o lado negativo, e esse é invariavelmente todos os anos notícia pelas piores razões porque ofende, rebaixa, humilha e envergonha alunos e cidadãos. 
 
Na Universidade de Évora (U.E.), o Magnífico Reitor deu ordens de suspensão das praxes depois de actos praticados na Quinta da Mitra envolvendo os caloiros e o esterco dos animais. Mais espantoso ainda foram as declarações do Presidente da Associação de Estudantes da U.E. dizendo que não tem havido problemas e que estas situações são normais, leia-se na integra: "Pessoalmente, não a considero a mais correcta, mas todos os estudantes daquele curso gostam de passar pelo esterco e alguns até no segundo ano pedem para passar por aquilo outra vez! Nunca houve queixas e já é uma tradição".
Estas afirmações são hilariantes, este senhor tem um sentido de humor acima da média, ontem à tarde andei pela Universidade e reparei que estas coisas das praxes ainda continuavam, felizmente ali para os lados do Espírito Santo não há assim tanto esterco.
 
publicado por polvorosa às 22:07
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