Azáfama; grande atividade; agitação; rebuliço.

17
Out 08

Na minha opinião, a boa governança deve andar de mãos dadas com a participação dos cidadãos. O problema da pobreza não se resolve com assistencialismo, resolve-se com dar poder aos actuais pobres para que estes possam dar a volta e sair dessa condição de miséria.

 

Ora, hoje a juntar aos pobres clássicos há a acrescentar os novos pobres como são os trabalhadores com emprego que se mesmo assim se encontram em situação de pobreza na União Europeia ou as famílias sobreendividadas. As soluções passam muito pela capacidade de organização do Estado e da Sociedade Civil para actuar em rede e articular intervenções em complexas e distintas áreas como são o emprego, a educação, a saúde, a habitação e a protecção social.

 

Isto remete-nos para o papel do Planeamento entendido como "forma de acção colectiva no contexto do jogo estratégico de actores tendo em vista a obtenção de um futuro desejável" na definição feliz da Professora Isabel Guerra.

Para alcançar a desejada mudança é necessário haver um processo de acção colectiva, ou seja, centrado em objectivos estratégicos contraditórios continuamente adaptáveis aos contextos de mudança e a inevitáveis riscos emergentes. O conceito de emancipação é central porque a acção humana é um comportamento racional orientado por finalidades dos indivíduos, assim é essencial conhecer os actores, as suas acções e consequentes efeitos nos sistemas sociais.

 

E com isto termino, as mudanças e transformações para melhorar a qualidade de vida passa pela capacidade de negociação enquanto mecanismo eficaz de regulação, possibilita a expressão das divergências, a participação de opositores e produção de diálogo. Enquanto os senhores do poleiro não largarem o seu pedestral e falarem olhos nos olhos com os pobres e os virem como iguais, como cidadãos com direitos e deveres, vai continuar a haver o assistencialismo miserabilista perpetuador do ciclo da pobreza.

publicado por polvorosa às 22:44

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