Azáfama; grande atividade; agitação; rebuliço.

06
Out 08

Como todos sabemos, estamos a atravessar a pior crise desde a crise de 1929. Há muito desemprego, a taxa de inflação está alta, os salários estão baixos, o dinheiro está mais caro, os juros estão mais altos, o crédito bancário está muito mais difícil e o crédito mal-parado subiu muito. A Economia Mundial está a entrar em recessão, em Portugal estão dois bancos com enormes dificuldades. As próprias obras públicas do Governo estão em dúvida. Hoje mesmo foi o pior dia de sempre da Bolsa portuguesa.  

 
O executivo da Câmara Municipal de Viana do Alentejo através de um empréstimo bancário à Caixa Geral de Depósitos vai endividar-se no valor de 2.500.000 euros. É muito dinheiro.
Neste momento crítico da economia, ninguém sabe ao certo o impacto de devastação desta crise internacional, nem o tempo de duração, temos porém a certeza que vai ter graves consequências no nosso país e os próximos tempos são de vacas muito, muito magras. Não passa pela cabeça de ninguém pedir agora um empréstimo no valor daquele montante para fazer as segundas piscinas municipais no concelho com uma distância de 18 quilómetros às existentes na sede do concelho. 
 
No meu entendimento, levantam-se algumas questões pertinentes. Não será melhor aproveitar este conturbado momento para fazer algumas poupanças ou investimentos sustentáveis criadores de emprego e geradores de riqueza em vez de estar a endividar os munícipes até ao tutano atingindo a autarquia o limite máximo de endividamento impedindo apoios do Q.R.E.N.?
Não seria melhor apoiar os mais desfavorecidos com a crise económica através do investimento no apoio à criação de emprego para jovens empreendedores ou políticas de apoio à infância ou apoio à terceira idade?
 
Mais betão, mais empréstimos, enfim, mais do mesmo ou ainda pior. Como cidadão e munícipe de Viana do Alentejo preocupo-me evidentemente. Como todos sabemos "não há almoços grátis", sabemos como estes empréstimos loucos começam, não sabemos como acabam.  
publicado por polvorosa às 22:13

Para quem segue atentamente o seu blogue classificaria incontestavelmente este investimento absurdo como falta de Orgware , e o mais gritante é que neste caso a falta de cooperação se verifica dentro do próprio concelho.

O que interessa é cortar fitas e isso só o traz o investimento no betão e é óbvio que 25% da população analfabeta dá sempre jeito para bater palmas.
Vamos dar instrução a estas pessoas para quê?
Para ficarem mais espertas que nós e se virarem contra nós?
Assim continuam sem meios para se informarem gostam do betão que nós construímos , oferecemos um almoço na inauguração e em 2009 mantêm-nos no nosso lugar.

"Como todos sabemos, estamos a atravessar a pior crise desde a crise de 1929."
"Não será melhor aproveitar este conturbado momento para fazer algumas poupanças..."
Ó Polvorosa mas você acha que esta gente percebe alguma coisa de assuntos internacionais?
Este bando de pardais só se preocupa em piar para criticar o Governo e em sacudir a água do seu capote para cima do Governo.
Quando se quiserem candidatar aos apoios do QREN e estes lhe forem negados a culpa será do Governo.

Numa palavra: Tristeza
E o burro sou eu... a 7 de Outubro de 2008 às 14:33

Já vi aqui textos com os quais não concordo mas que percebo a sua razão de ser e até os pontos de vista em que se sustentam.
Com este não é assim.
A "noticia" de que os emprestimos da Câmara são assustadores e que se vai esgotar a capacidade de endividamento, apesar de amplamente difundidas pelo ps e psd, são completamente falsas a avaliar pelo que se expressa nas actas da Câmara. Só uma vontade de criar uma realidade paralela pode permitir este texto. Ou uma vontade de o publicar anonimamente para depois o respescar para outros espaços. A ligação emprestimos-Qren é surealista e produto de quem não quer esclarecer mas sim baralhar. Só quem não tem um conhecimento minimo das regras pode aceitar tal afirmação.
Porque estão a falar quase sem resposta não significa que tenham razão, mas se quizerem podem ficar convencidos disso.
A cereja no topo é a constante insinuação de que os autarcas que temos e a força politica que os apoia são eleitos por analfabetos.
Tenham paciência! Já viram os numeros? E as percentagens? E ainda acham que são os outros que estão enganados? Tà bem. Chama-se democracia e para alguns de vós parece que só serve quando ganham. Quando perdem, os outros enganaram-se. São analfabetos! Tenham um pouco de humildade e respeito pelas opiniões dos outros. enquanto assim não fôr, não chegam lá. Parece-me que ainda não é desta! E isto é só um palpite!
Anónimo a 7 de Outubro de 2008 às 17:24

Para quem afirma: "Parece-me que ainda não é desta! E isto é só um palpite!", parece-me nervoso, tenha calma...

"A ligação emprestimos-Qren é surrealista " como o anónimo lhe chama, será assim tão surrealista ?
Numa tentativa de poupar caracteres e tornar o texto menos extenso julguei que o meu raciocínio estivesse subentendido, mas se não chegou lá ou se prefere distorcê-lo então passarei a explicá-la melhor num raciocínio simples...

O QREN não é financiado a 100%, correcto?
As autarquias terão de financiar o restante dos projectos seja 40%, 30%, 20%, 10%, correcto?
Estando as finanças das autarquias da forma como sabemos, onde irão elas buscar esses 40%, 30%, 20% ou 10%?
Mais empréstimos, certo?
E se o limite máximo de endividamento estiver próximo ou mesmo atingido com obras desnecessárias que em nada aumentam a qualidade de vida da população , onde vão buscar o financiamento?
Às receitas das piscinas?

Já agora no seu comentário não vi qualquer referência a esta obra/investimento, convença-me que é o investimento prioritário para o concelho, pois só num investimento prioritário seriam aceites esses valores de investimento.
E o burro sou eu... a 7 de Outubro de 2008 às 20:29

Ex.m@ Sr(a),

Os analfabetos são cidadãos com direitos e deveres, como todos nós. Conheço alguns, admiro bastante como conseguem viver numa sociedade como a nossa tão competitiva e em permanente mutação, é realmente impressionante. Mas porque não sabem ler nem escrever têm mais dificuldade na obtenção de informação porque não podem ler entre outras coisas os jornais, a internet, as listas telefónicas, alguns com contas, as embalagens dos produtos, o boletim da Câmara, as publicações como o Cine-Teatro Vianense, etc. etc.
Sabemos que o grau de educação dos cidadãos tem relação directa com a capacidade de desenvolvimento de um determinado território. Numa fase em que tanto se fala em educação, qualificação, emprego é impossível fazer tábua rasa dessas estatísticas desastrosas.

Em eleições, o voto de um(a) analfabet@ vale tanto como o voto de um eleitor que sabe ler e escrever, mas com uma diferença significativa: à partida quem sabe ler e escrever tem acesso a mais fontes de informação e evidentemente poderá reflectir com maior intensidade e diversidade do que pessoas em desigualdade de oportunidades.
Está de acordo comigo?
Não acha que as respostas locais têm sido insuficientes?

Conceito de Alfabetização na Wikipedia:
"A alfabetização consiste no aprendizado do alfabeto e de sua utilização como código de comunicação. De um modo mais abrangente, a alfabetização é definida como um processo no qual o indivíduo constrói a gramática e em suas variações. Esse processo não se resume apenas na aquisição dessas habilidades mecânicas (codificação e decodificação) do acto de ler, mas na capacidade de interpretar, compreender, criticar, resignificar e produzir conhecimento. A alfabetização envolve também o desenvolvimento de novas formas de compreensão e uso da linguagem de uma maneira geral. A alfabetização de um indivíduo promove sua socialização, já que possibilita o estabelecimento de novos tipos de trocas simbólicas com outros indivíduos, acesso a bens culturais e a facilidades oferecidas pelas instituições sociais. A alfabetização é um fator propulsor do exercício consciente da cidadania e do desenvolvimento da sociedade como um todo".

Cumprimentos.

polvorosa a 8 de Outubro de 2008 às 19:58

Boa Noite

O momento em que o projecto foi anunciado é sem dúvida por causa de votos pois não se fala de outra coisa. Enquanto alguns projectos (como o futuro mercado na zona industrial) que a meu ver já deviam estar concluídos “estão da mesma como a lesma” (passo a expressão).
Acerca do endividamento, desconfio que não exista mas "se Deus quiser" estaremos cá para ver.
Já expressei a minha opinião acerca deste assunto em outros blogs logo, não irei escreve-la de novo, e por isso, queria aproveitar este post para fazer uma pequena critica ao modelo arquitectónico das piscinas de Viana. Como muitos devem de saber as piscinas foram construídas pensando também nas pessoas que infelizmente têm deficiências motoras (como todos os espaços de utilização publica devem ser). Mas se formos testar, não é bem isso que acontece. Na entrada encontramos rampas adequadas, as portas nos balneários, outra rampa de acesso à piscina grande e depois acabou-se! Deparamo-nos com um "tanque" com chuveiro que na minha opinião deveria ser colocado de raiz mais longe ou actualmente removido desse local pois não estou a ver uma pessoa em cadeira de rodas a conseguir passar por aquele obstáculo.
Não sei se este problema já está a ser ou será corrigido mas espero que este comentário chame a atenção de muitas pessoas.

*Jovem Eleitor*
Anónimo a 7 de Outubro de 2008 às 20:17

Contador
Correio electrónico:
polvorosa@sapo.pt
comentários recentes
Deslize ou talvez não a despedida não é inédita. "...
"De lembrar que no contexto mais difícil desde que...
Respeito o seu comentário, mas eu cá acho que foi ...
Achei descabido a alusão a Eusebio no discurso da...
Estatisticas de funcionários nas autarquias a níve...
pesquisar neste blog
 
links