Azáfama; grande atividade; agitação; rebuliço.

31
Jul 13

Palco de grandes acontecimentos históricos, já esteve abandonado, foi ocupado em plena revolução de Abril de 74 e vai agora ser um espaço dedicado à cultura.

 

 

A história do Paço dos Henriques, na vila de Alcáçovas (Viana do Alentejo), é feita de acontecimentos que se balizam entre o orgulho e o constrangimento. Atribui-se a sua fundação ao reinado de D. Dinis e os últimos vestígios de uma verdadeira remodelação datam do século XVI.

Local onde foi assinado o importante Tratado de Alcáçovas, o Paço dos Henriques recebeu, entre outros acontecimentos históricos, casamentos reais, tendo sido ali que D. João II redigiu o seu testamento. Entre os altos e baixos de uma história conturbada, o edifício foi abandonado nos anos 60 do século passado. A revolução de 1974 abriu as portas às cooperativas agrícolas e de produção e foi, entretanto, estabelecimento de ensino, até ter sido adquirido pelo Estado.

Sem recursos para o reabilitar, o imóvel entrou num processo de degradação e só a partir de 2009 o município de Viana do Alentejo decidiu pôr mãos à obra, tendo assinado um contrato de cedência do imóvel com o Estado português, por um período de 20 anos renováveis. Esta situação permite agora ao município promover uma candidatura a fundos comunitários com vista à sua recuperação.

O projecto de arquitectura está pronto. É da autoria do arquitecto José Filipe Ramalho, da direcção regional de cultura do Alentejo, e resulta de um estudo de utilização do Paço dos Henriques, aprovado pela população e que compreende várias valências culturais.

"Um pequeno auditório, um espaço para exposições... Ali ficará também instalado o posto de turismo, uma biblioteca e um núcleo museológico", descreve à Renascença João Pereira, vereador da Câmara de Viana do Alentejo. O autarca refere que "será um espaço dimensionado não só para a cultura local, mas também um espaço interpretativo para quem nos visitar".

Esta velha aspiração da população vai custar 1,2 milhões de euros e João Pereira acredita que vale a pena o investimento por tudo "aquilo que ele pode simbolizar na valorização da nossa cultura e da nossa História". Por outro lado, completa, "pode também vir a ser um motor de desenvolvimento económico no concelho, porque o seu aproveitamento turístico pode constituir uma mais-valia para uma vila do interior como Alcáçovas".

 

visto na página da Rádio Renascença.

publicado por polvorosa às 23:17

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