Azáfama; grande atividade; agitação; rebuliço.

28
Jun 08

A Dr.ª Manuela Ferreira Leite abriu as hostilidades ao Governo do Eng.ª Sócrates e segundo consta já terá um plano de oposição: combater as obras públicas anunciadas pelo Governo PS. Relativamente ao Aeroporto percebo a necessidade da sua construção e a dinamização de um tecido empresarial sobretudo em redor de uma cidade aeroportuária a criar. Com o Aeroporto julgo que a trapalhada que foi o processo de tomada de decisão do seu local foi suficiente para chamuscar o Ministro Mário Lino e deixou mazelas de imprecisão técnica, pressa incauta e trapalhada.

Agora com TGV a história é outra, no meu entendimento não faz sentido a ligação para Norte em TGV se entre Lisboa e Porto vai ganhar-se apenas 15 minutos e fazer um investimento económico bastante elevado, em termos de custo-benefício deficilmente compensará. Estou a tentar imaginar as paragens previstas desse TGV em Leiria, Coimbra e Aveiro, quase nem chegará à velocidade máxima de 350 Km's hora! Em relação à ligação Lisboa-Madrid julgo ser de avançar para Lisboa poder estar ligada à rede europeia de TGV e ainda por cima com o aumento dos preços praticados pela aviação faz algum sentido esta opção política avançar tal como ficou acordado entre Portugal e Espanha na Cimeira Ibérica.

Em relação ao PSD não se percebeu no passado quando Durão Barroso disse que enquanto estivessem criancinhas a morrer em listas de espera nos hospitais não construia TGV e em seguida assinou acordo, definiu linhas com o Governo espanhol, contrasenso...

Parece que a Dr.ª Manuela Ferreira Leite chegou agora a Portugal, que não pertenceu ao Governo do PSD que decidiu a construção do TGV. Mais estranho ainda é a sua insólita e repentina preocupação social com os pobres de Portugal, ora ela não foi Ministra das Finanças que governou cegamente tendo em consideração exclusiva o Pacto de Estabilidade e Crescimento? Querem atirar areia para os olhos de quem?     

publicado por polvorosa às 00:14

Hoje assisti ao final do Jornal Nacional na TVI, tive oportunidade de ver e ouvir os comentários de Vasco Pulido Valente (V.P.V.). Na minha opinião e apesar de divergir em muitos assuntos por si focados, uma coisa é verdade, o homem é inteligente, consistente e argumentativo. O aspecto positivo foi a mudança no formato, antes e tal como tive oportunidade de o dizer neste blogue, o formato não resultava quando Manuela Moura Guedes lia as crónicas, aquilo soava a algo horrível, em boa hora a TVI mudou o formato para muito melhor, mas o pessimismo crónico de V.P.V., esse ninguém consegue mudar.  

Como seria se a TIV colocasse os seus comentadores: VPV e Miguel Sousa Tavares num debate ou numa sessão de comentários conjunta? Podemos imaginar o pior cenário e quem sabe o início da 3.ª Grande Guerra. Enfim, para cenas tristes basta-nos o fado.

publicado por polvorosa às 00:06

26
Jun 08

"Aos 10 anos todos nos dizem que somos espertos, mas que nos faltam ideias próprias. Aos 20 anos dizem que somos muito espertos, mas que não venhamos com ideias. Aos 30 anos pensamos que ninguém mais tem ideias. Aos 40 achamos que as ideias dos outros são todas nossas. Aos 50 pensamos com suficiente sabedoria para já não ter ideias. Aos 60 ainda temos ideias mas esquecemos do que estávamos a pensar. Aos 70 só pensar já nos faz dormir. Aos 80 só pensamos quando dormimos.

(Fala de Bartolomeu Sozinho, personagem de COUTO, Mia (2008) Venenos de Deus, Remédios do Diabo)  

publicado por polvorosa às 22:27

Mais uma revisão do Código Laboral, o Governo voltou atrás na questão nos despedimentos por inadequação, com efeito não foi suficiente para alcançar o acordo com todos os sindicatos, para além da previsível UGT ter chegado a acordo através do seu líder e militante do PS João Proença, a CGTP não embarcou no acordo e abandonou a reunião em sinal de protesto.

Vamos a factos, a Licença de Paternidade, permite que a licença partilhada entre o casal vá até um ano; o Banco de Horas permite fazer mais horas quando há mais trabalho, ganhar mais salário e acumular mais tempo livre para utilizar cumulativamente; uma pequena parte das taxas contributivas dos recibos verdes passam para a entidade patronal e outras são de facto medidas positivas, contudo, as medidas estruturais essas estão por fazer. A formação profissional nas empresas durante 25 horas obrigatórias será que está a ser cumprida? Será que as mulheres grávidas têm as mesmas oportunidades das outras mulheres? A conciliação entre vida familiar e profissional não será mera retórica e finalmente questiono se a fiscalização da Inspecção do Trabalho é eficiente e detecta as situações graves e numerosas de fraude, invasão e utilização ilegal de recibos verdes em especial com os jovens em muitos casos qualificados, a chamada geração 500 euros.

Gostava de viver num país onde a classe empresarial fosse honesta e transparente nas suas práticas, um país onde os sindicatos não fossem tão dogmáticos e defendessem tanto os trabalhadores já instalados nas carreiras profissionais, um país onde os cidadãos gostassem de participar e de envolver nas questões da Cidadania e finalmente um país cujo Governo fosse capaz de dialogar com todos, não estivesse sujeito a pressões e pensasse nas gerações futuras e na sustentabilidade da Segurança Social. Alguns passos foram dados, mas ainda não se vê a luz ao fundo do túnel.

Sinceramente, todos os dias pergunto a mim mesmo como é que a maior parte dos reformados conseguem viver com aquelas pensões de miséria abaixo de 400 euros, não é esse o futuro que sonho para o meu povo e para o meu país, bem sei que posso estar a pensar no "país das maravilhas", mas como Thomas More defendeu deve existir sempre uma Utopia para a vida fazer mais sentido.

publicado por polvorosa às 22:00

23
Jun 08

"E foi sucedendo que, de tanto sentar esperando, as suas partes baixas forma, como ele mesmo diz, descendo, foram descendo, descendo. Das virilhas baixaram para os joelhos, dos joelhos para os tornozelos.

- É por isso  que não largo as peúgas, as minhas intimidades andam a sarar o chão.

- Ora, Bartolomeu, afinal tem medo de quê?

- Tenho medo de pisar os tomates..."

(COUTO, Mia (2008) Venenos de Deus, Remédios do Diabo)

publicado por polvorosa às 22:01
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As opções são claras, mais déficit menos justiça social, mais justiça social menos déficit.

Com efeito, vivemos tempos conturbados com a crise internacional, mas se não apostarmos nas pequenas e médias empresas portuguesas não conseguiremos dar a volta e sem incentivos para isso nada feito.

De acordo com o Dr. Basílio Horta (AICEP), os empresários para apostar em Portugal precisam essencialmente destas cinco componentes: regime laboral flexível; administração pública rápida e eficiente; tribunais ágeis, mão-de-obra qualificada e boas acessibilidades/comunicações. Contudo, a economia portuguesa vive demasiado à sombra do Estado, se tem problemas logo clama por medidas de apoio proteccionistas, quando a situação económica está positiva parece existir medo do risco, da internacionalização portuguesa. Já provamos que os empresários portugueses têm qualidade, veja-se o exemplo da Ydreams, da Critical Software... ups, de repente não me lembro assim de muitos exemplos!

Os investidores estão a mudar-se para os países do Leste Europeu, como a Polónia, República Checa, Hungria, etc. Porquê? Estes países têm mão-de-obra qualificada, têm acessibilidades óptimas, os incentivos fiscais são muito generosos, mas sobretudo a mão-de-obra é barata e aqui era onde queria chegar. Assistimos a União Europeia a fazer o inverso do que devia, está a copiar o modelo asiático de custo produção barato e muitas horas de trabalho, veja-se a recente proposta com a Directiva sobre Tempo de Trabalho que alarga o período de trabalho até às 65 horas semanais. Há argumentos a favor, quem quiser ganhar mais dinheiro trabalha mais tempo; mas também há argumento contra, conciliação entre vida familiar e profissional, incentivos à natalidade, menos tempo para lazer e família.

Sem dúvida que a flexibilidade é extremamente importante para a competitividade da economia, mas também o é a segurança para a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e respectivas famílias, é esta última a tendência seguida pelo modelo social europeu nos países nórdicos (Dinamarca, Finlândia, Suécia e Noruega). Depois vêm com a conversa porque é que não há mais crianças? E Porque é que os Tratados em referendo são consecutivamente chumbados?  

publicado por polvorosa às 10:43
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Estamos quase a entrar na silly season da política portuguesa. Antes disso, fez-se este fim-de-semana o Congresso do PSD, uma espécie de Regresso ao Passado. A bandeira do PSD voltou ao antigamente, as cores laranja estavam por todo o lado, o palco majestoso em forma de tribuna, o hino frenético, tudo como era d'antes. Porém, reina neste partido um silêncio de morte, a Dr.ª Ferreira Leite apenas venceu com pouco mais de uma terça parte dos votos, isto inevitavelmente atrai as hienas que no PSD esperam em ânsias pelo poder e pela agonia do governo PS.

Ouvir a Dr.ª Ferreira Leite falar de pobreza e desigualdade social é como ouvir Moonspell a cantar um fado de Amália Rodrigues, não bate a bota com a perdigota. Ela é o rosto das políticas agora seguidas pelo PS de combate ao déficit e ao aperto do cinto das famílias, como é óbvio entre ela e Sócrates há muito mais semelhanças do que diferenças.

Não terá sido um ensaio de Congresso, não terá sido um evento virtual? Senão vejamos, Santana Lopes encontrava-se de gripe no Hotel e não foi discursar; Alberto Jão Jardim não saiu da Madeira e disse não ter tempo para brincar aos Congressos; Menezes não sei se estava... Santana Lopes marca a diferença dentro deste partido, mas mais não está a fazer senão "andar por aí" à espera para voltar a entrar em cena. Quanto a Passos Coelho vai deixar passar o tempo para chegar a sua hora, muitos dos seus apoiantes estão dentro da lista do Conselho Nacional, quanto aos apoiantes de Santana Lopes estes dividiram-se nas listas dos seus opositores.

Quanto à ideia lançada por Marcelo Rebelo de Sousa sobre o Bloco Central, foi rapidamente negada por Ferreira Leite, mas uma coisa parece-me clara, alguma vez o Bloco Central em Portugal deixou de existir?

publicado por polvorosa às 10:18
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17
Jun 08

O Tratado Reformador da União Europeia foi chumbado em referendo na Irlanda. Pois não constituiu para mim uma grande surpresa porque os europeus já haviam demonstrado não querer aquele instrumento legal. Na altura, o Tratado Constitucional já havia sido reprovado em referendo na França e na Holanda, depos disso os burocratas de Bruxelas entenderam reformular alguns aspectos, mas há algumas conclusões a retirar.

A primeira que os povos querem participar e envolver-se nos processos de tomada de decisão e na construção de soluções para as nações e para a Europa.

A segunda, em tempo de crise, os povos desconfiam de alguma incapacidade dos eleitos para melhorar a situação nos aspectos económicos e sociais através de um progresso e melhoria na qualidade de vida dos europeus, cometendo o pecado de confundir alhos com bugalhos.

Em terceiro, os europeus entenderam que não basta haver um crescimento económico se este não é acompanhado por uma igualdade de rendimentos entre trabalhadores e na diminuição da pobreza e do desemprego. A Europa deve ser da segurança, não só da flexibilidade e de liberalização, não se compreende como Portugal consegue ser um país mais desigual do que os EUA e ao mesmo tempo haver políticos hipócritas a falar no modelo social europeu, só se for para outros, para os nórdicos por exemplo, no nosso país nem cheirá-lo.

Finalmente, os europeus estão fartos de ter de aturar políticos fanáticos como Barroso, Blair e Solana, para quê arranjar mais um cargo, neste caso assumiria a função de uma espécie de Ministro dos Negócios Estrangeiros, numa situação similar à invasão do Iraque podemos desconfiar de qual seria a decisão encontrada por estes ilustres... mais do mesmo? Não, obrigado. 

publicado por polvorosa às 23:18
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10
Jun 08

O Presidente da República disse no seu discurso no dia 10 de Junho "Hoje eu tenho que sublinhar, acima de tudo, a raça, o dia da raça, o dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas". A designação oficial do 10 de Junho é, actualmente, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. A designação "dia da raça" era utilizada durante o Estado Novo.
Portugal é hoje também um país de Imigrantes, quase 500.000 cidadãos. Devido à questão demográfica e à falta de competências profissionais em alguns sectores, Portugal precisa de mais mão-de-obra e de mais famílias, somos um país multicultural. Porém, temos perto de 5 milhões de Emigrantes espalhados pelo mundo. Os emigrantes portugueses sabem o que custa a vida lá fora, feita de sangue, suor e lágrimas mas sempre com muito trabalho e profissionalismo, valorizemos estes e se queremos ser bem tratados lá fora é importante também saber acolher para integrar. Com expressões racistas e saloias emanadas pelo principal orgão de soberania nacional não vamos lá.

publicado por polvorosa às 11:42
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Estranho país este, no dia 10 de Junho - Dia de Portugal, Camões e das Comunidades o País está de greve. As empresas de transportes de mercadorias continuam a sua saga, quem não sente não é filho de boa gente e o preço dos combustíveis abruptamente provoca danos gravosos nestas empresas, não se compreende como as manifestações e greves na França, na Inglaterra, em Espanha não levam os dirigentes políticos a tomar medidas de desagravamente desta situação.

Também a CP está de greve, os maquinistas resolveram fazer gazeta, com efeito não há comboios intercidades até dia 12 de Junho. Para mim é chato, porque hoje ia usar este meio de transporte público... A primeira sensação é que o país está à beira de uma grave agitação social. O Governo vai à Venezuela, vai à Argélia, recebe os reis da Noruega, parece ter prazer em manter boas relações com países exportadores de petróleo, mas afinal o que o povo pergunta é porque não baixam o preço dos combustíveis? Saiu depois de longa espera o relatório da Autoridade da Concorrência sobre o preço dos combustíveis, concluíu a ineexistência de cartelização e de acordos entre gasolineiras, mas as pessoas não são parvas contrariamente ao que querem fazer creer, como é possível aumentarem em dois cêntimos num determinado dia à mesma hora? Ele há cada coincidência... Ontem o responsável pela OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) dizia claramente que o preço do petróleo é vendido por estes países exportadores a 25% e que depois os Estados acrescentam 50% de taxas, a sua sugestão ia no sentido dos Estados diminuirem as suas brutais taxas. Como já deviam saber a ganância não leva a nada nenhum, a não ser à ostentação de uma mão vazia e a outra cheia de coisa nenhuma. 

 

publicado por polvorosa às 11:17
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05
Jun 08

O tema da corrupção parece banido dos escaparates dos quiosques, fora das manchetes dos jornais e mesmo ausente dos telejornais da televisão. Com efeito, dá a ideia que quando o Eng.º João Cravinho saiu para ir para o Banco de Desenvolvimento o tema foi atrás dele, ele há coisas curiosas. 

Fiquemos com mais uma frase do Diabo - "Não pode ser. Agora tenho a certeza que deve haver aqui um engano. Li há tempos no jornal de um finado da sua terra (Portugal) uma coisa do género: "Corrupção na política? As suspeitas são muitas, os julgamentos alguns, mas os presos nenhuns"". (MORGADO, Paulo. A Corrupto e o Diabo. 2007) 

As vozes mais críticas do PS curiosamente foram banidas através do arremesso dessas personalidades incómodas para longe, aconteceu com o Eng.º Cravinho para Londres, acontece com o Prof. Manuel Maria Carrilho, para onde mandarão desta o Dr. Manuel Alegre?

A minha maior crítica vai certamente para os governos de direita, contudo, não posso "jamais" ficar tranquilo com este Governo PS quando aumenta a precariedade, aumenta o desemprego, sobe o endividamento das famílias, aumenta o custo de vida, baixa o poder de compra e a poupança das famílias, aumentam as desigualdades no rendimento e mantemos 1/5 da população na pobreza, enfim, certamente somos levados a concordar que não é apenas o cenário de crise internacional a causa de todos estes problemas sociais. Porém, tenho a certeza que esta direita portuguesa não consegue fazer melhor. Porque não exilar também a Dr.ª Ferreira Leite e o Dr. Paulo Portas? Quanto a Louçã e Jerónimo de Sousa dão certamente bons organizadores de eventos ou relações públicas, mas não pode ser em regime de prestação de serviço, isso é demasiado precário.  

publicado por polvorosa às 23:58
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Hoje foi certamente um dia dificil para o Eng.º José Sócrates. Teve de levar com uma moção de censura do CDS/PP e apanhar do Dr. Paulo Portas (onde é que já se viu a formiga a ter catarro). À tarde mega-manifestação organizada pela CGTP com quase 200.000 manifestantes! E como se isto não chegasse, o Poeta Manuel Alegre juntou-se à festa na grande entrevista com Judite de Sousa para atirar mais uma farpas. Do que ouvi na entrevista pareceu-me tudo certo, mas não consigo perceber como é que ele não é mais consistente. Traduzido por miúdos, na terça-feira esteve num comício-festa ao lado de Francisco Louçã, mas que diabo, o que quer ele? Mais votos do renovadores do PCP ou do eleitorado de extrema esquerda? Talvez, mas não se pode estar bem com Deus e com o Diabo, há que fazer escolhas claras e inequívocas tanto na vida como na política. Concordo com a sua análise socio-política do país, mas sejamos politicamente honestos e tomemos atitudes corajosas e clarificadoras.

No PS actualmente gravitam personagem de ficção científica, tal como Vitalino Canas ou José Lello que para além de um debate sério e com base em argumentos políticos, mais parecem estar preocupados com os seus cargos institucionais, ou seja, tachos. Que partido sério quer este tipo de pessoas como porta vozes ou como cães de guarda "epistemológicos"? Veneno de Deus e Remédio do Diabo.

publicado por polvorosa às 22:47
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