Azáfama; grande atividade; agitação; rebuliço.

18
Dez 11

O valor das reformas deverá cair cerca de 50% nos próximos vinte anos relativamente àquilo que era atribuído antes de 2007, quando foram introduzidas alterações no Sistema Público de Pensões. As contas são feitas pelo primeiro--ministro, Pedro Passos Coelho, numa entrevista ao Correio da Manhã que amanhã é publicada no Anuário 2011.

Questionado pelo CM sobre o valor da sua reforma quando atingir a idade legal (65 anos), ou seja, daqui a 18 anos, Pedro Passos Coelho, respondeu: "Será sensivelmente metade daquela que existia em 2007; talvez um pouco mais para todos aqueles que entraram na vida activa nos últimos dez anos - não é o meu caso, que entrei há bastante mais -, mas sensivelmente metade da que existia antes."

Esta redução resulta, em grande parte, do factor de sustentabilidade, um mecanismo introduzido na lei pelo anterior governo e que liga o valor da pensão à esperança de vida, ditando quebras no valor das novas reformas todos os anos. Já em 2012, os portugueses que atinjam os 65 anos e se reformem ficarão sujeitos a uma redução de 3,92% no valor da pensão, sendo que a única forma de escapar a este corte é trabalharem mais quatro a doze meses, consoante o tempo dos descontos efectuados. Este ajustamento automático começou por ditar um corte de 0,56% em 2008, subindo para 1,32% em 2009 e para 1,65% em 2010. Quem pediu reforma este ano, já contou com uma redução de 3,14%.

Mas esta diferença poderá ter também que ver com o limite que o Governo quer impor às pensões mais altas, tal como anunciou o ministro que tutela a pasta da Segurança Social, Pedro Mota Soares, durante o Fórum ‘Poupança, Pensões e Reformas', promovido pelo CM na última quarta-feira. Na sua intervenção, o governante justificou esta medida com a necessidade de "libertar o Estado de pagar pensões extremamente elevadas", que podem pôr em causa a própria sustentabilidade do sistema.

Sobre a intenção por parte do Governo de fixação de um tecto para as pensões milionárias, o primeiro-ministro acrescentou apenas ao CM que "os futuros pensionistas sabem que não obterão da Segurança Social uma pensão superior a determinado valor", aconselhando-os, por isso, a "fazer aplicações de poupança, de forma a terem uma pensão mais generosa do que aquela que está estabelecida".

 

Retirado do sítio do Correio da Manhã.

publicado por polvorosa às 15:59
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