Azáfama; grande atividade; agitação; rebuliço.

24
Nov 11
A agência de notação financeira cortou o "rating" de Portugal em um nível, colocando-o num patamar considerado "lixo". As perspectivas continuam a ser "negativas".

A agência de notação financeira cortou o “rating” de Portugal em um nível, colocando-o num patamar considerado “lixo”. As perspectivas continuam a ser “negativas”.

“A Fitch concluiu a sua revisão do quarto trimestre da dívida soberana de Portugal. Os grandes desequilíbrios orçamentais, o elevado endividamento em todos os sectores e as previsões macroeconómicas adversas significam que o perfil de crédito soberano já não é consistente com um ‘rating’ de elevada qualidade de investimento”, revela a agência de informação numa nota hoje publicada.

Assim, a Fitch decidiu colocar a notação financeira do País em “BB+” de “BBB-”. Uma descida de um nível, mas que coloca o “rating” de Portugal num patamar considerado de “lixo”, ou seja, de investimento especulativo.

O “outlook” foi mantido em “negativo”, o que significa que poderá haver nova revisão em baixa do “rating” da dívida. Contudo, a agência decidiu retirar o rating de “revisão com implicações negativas”, onde se encontrava desde Abril de 2011. O que significa que não deverão ocorrer novas revisões no curto prazo (três meses).

Assim, a Fitch decidiu colocar a notação financeira do País em “BB+” de “BBB-”. Uma descida de um nível, mas que coloca o “rating” de Portugal num patamar considerado de “lixo”, ou seja, de qualidade de investimento especulativa.

O “outlook” foi mantido em “negativo”, o que significa que poderá haver nova revisão do “rating” da dívida. Contudo, a agência decidiu retirar o rating de “revisão com implicações negativas”, onde se encontrava desde Abril de 2011. O que significa que não deverão ocorrer novas revisões no curto prazo (três meses).

A agência de notação financeira considera que o Orçamento do Estado para 2012 está “bem desenhado” e confia na capacidade de Portugal atingir as metas acordadas com a troika, mas estima que será necessária mais austeridade no próximo ano, devido à envolvente externa, não conseguir atingir as metas da troika.

A Fitch junta-se assim à Moody’s, que a 15 de Julho, colocou o “rating” de Portugal em “Ba2”, o que corresponde a um nível de “lixo”, mantendo igualmente a perspectiva “negativa”.

E no último mês têm sido várias as casas de investimento a reverem o “rating” de Portugal. Hoje foi a agência chinesa Dagong Global Credit Rating que cortou o "rating" da dívida portuguesa para "BB+", o que reflecte uma qualidade de investimento "média-baixa", com a notação a ficar sob vigilância de pendor negativo.

No dia 19 de Outubro, a agência canadiana DBRS também cortou o “rating” da dívida de longo prazo de Portugal, de ‘BBB (alto) para ‘BBB’. A descida da notação para um nível acima de lixo é justificada pela perspectiva de que os riscos da consolidação orçamental aumentaram. As perspectivas mantêm-se "negativas".

Também em Outubro, a S&P emitiu uma nota de análise, onde manteve a notação de crédito em “BBB-”, um patamar acima da categoria de “lixo”. Na altura, a S&P justificou a manutenção do “rating” com o compromisso demonstrado pelo Governo com o cumprimento das metas de redução do défice orçamental prometidas à comunidade internacional, no quadro do programa de assistência financeira de 78 mil milhões de euros.

 

Visto em Jornal de Negócios.

publicado por polvorosa às 13:57
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