Azáfama; grande atividade; agitação; rebuliço.

05
Ago 08

As Tecnologias de Informação e Comunicação (T.I.C.) permitem a interacção entre indivíduos, através delas é possível propor soluções, dúvidas ou solicitar esclarecimentos directamente aos serviços públicos e aos governantes eleitos através do voto dos eleitores. A acção carece da reflexão, a teoria precisa da empiria , actos irreflectidos não costumam dar bons resultados.  

Para quem tem ocupação profissional ou estudantil (ou ambas); a distância é um factor impeditivo; dificuldade em conciliar horários familiares ou simplesmente outras actividades que lhe preenchem o tempo, rigidez nos horários estabelecidos para o atendimento com dias e horas pré-marcados; enfim, o uso das T.I.C. revela-se uma ferramenta eficaz porque facilita o processo comunicacional e é eficiente porque permite rentabilizar os factores: tempo, distância e dinheiro. Claro está, repito, situações há onde o atendimento físico se justifica em determinadas situações, vejamos: população analfabeta (em Aguiar corresponde a 1/4); população com fracos recursos económicos sem acesso às T.I.C.; população com disponibilidade e bastante gosto pelo contacto inter-pessoal; necessidade de discussão de alguns assuntos em concreto; entre outros. Então, resumindo, para que o voo deste pássaro ser equilibrado devem existir estas duas opções em aberto para contacto entre eleitos e eleitores: contacto presencial mas também contacto via digital. As T.I.C.'s não são um fim em si mesmo, são sim, um meio ou ferramenta para atingir ou pelo menos prosseguir um determinado fim.    
Estamos no século XXI, investe-se muito no PlanoTecnológico, acesso a banda larga, placas móveis, Évora Distrito Digital, telemóveis de última geração, n.º de telemóveis por pessoa, computadores e-escolas, e-escolinhas e até magalhães (imagem de post), tudo isto para quê? Para jogar e brincar, também, mas não só, assim estaríamos a subaproveitar todo esse equipamento tecnológico. É necessário modernizar a Administração Pública, isto é quase um lugar comum, quem não ouviu falar no Simplex? Pois é, isso tem o objectivo claro de tornar a Administração Pública mais rápida e eficiente nos serviços que presta aos cidadãos, numa época de globalização tecnológica, como é que nos podemos dar ao luxo de desprezar as TIC's e não fazer uso destas para partilha de ideias, críticas e sugestões numa verdadeira Sociedade em Rede.
Como podem neste contexto existir serviços públicos com responsabilidade de governo local que não usem estas ferramentas em benefício dos cidadãos e do processo comunicacional? Já há inclusivamente Ministérios com blogues alojados nas suas páginas para responder a críticas ou opiniões e até mesmo fazer a sua propaganda, isso é considerado normal ou não estivéssemos na época da imagem e das agências de comunicação.
Fico surpreendido, quando parece haver vontade em voltar ao atendimento cara a cara, ao guinchet, à fila de espera ou simplesmente voto com a mão no ar. Para quem ainda não entendeu, as tecnologias vieram para ficar, podem facilitar a vida de toda a gente, independentemente de ser eleito ou eleitor, ser cantoneiro ou empresário, ter a 4.ª classe ou pós-doutoramento. Quando as ideias são fundamentadas e se age de boa fé, a cara dos indivíduos é quase irrelevante, a não ser que precisemos dela para discriminar ou para prestar vassalagem, de qualquer modo, estou contra ambas as atitudes tão marcadamente arreigadas no portugalinho de outrora. 
publicado por polvorosa às 22:03
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