Azáfama; grande atividade; agitação; rebuliço.

07
Abr 11

 

Com o pedido de ajuda externa de Portugal ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) e FMI, a vida vai ser bem mais difícil do que estamos habituados. O Governo não foi capaz de prever o devastador impacto da crise, chegou mesmo a anunciar o fim desta pelo Ministro Pinho quando sabemos agora que mal tinha começado, se os partidos tivessem discutido e aprovado o PEC, se na altura o Presidente da República tivesse sido factor de união e não de guerrilha política iniciada logo no dia de tomada de posse, não tinha havido a crise política e os juros da dívida pública não tinham alcançado os valores pornográficos dos últimos dias com a conspiração das predadoras agências de notação financeira, os bancos não tinham ficado sem liquidez como ficaram.

 

Mas o mal está feito agora o importante é o povo unir-se, tentar promover-se o consenso nacional possível, criar uma rede de solidariedade social aos mais desprotegidos como os idosos e os desempregados. Mas isto agora vai doer, para aqueles que fazem greve por tudo e por nada, que reclamam contra qualquer coisa que toque nos "direitos adquiridos" o que aí vem é uma tempestade perfeita, provavelmente com cortes de salários, subsídios de férias vão à vida, as reformas e pensões congeladas, despedimentos na função pública, abrandamento abrupto do investimento público, aumento dos impostos, privatização de empresas e serviços, e sabe-se lá mais o quê.

 

A questão que importa colocar é se isto valerá a pena, na Irlanda e na Grécia, as medidas draconianas não estão a sortir os efeitos desejados, as economias não passam da recessão, os juros das dívidas continuam muito altos, o desemprego acentua-se, o problema nestes países não tem solução à vista. A Europa está à beira do abismo e teima em dar passos em frente, este modelo de austeridade não tem futuro, a economia está a ser fortemente penalizada e os cidadãos estão a ter custos muito altos nas suas vidas. Constata-se que a Europa vai completamente a reboque da Alemanha, o desastre seguir-se-á em outros países europeus como um baralho de cartas. Sem um modelo de desenvolvimento sustentável, com incentivos às empresas e valorização da economia real, com preocupações ambientais e causas sociais, o projecto político e económico europeu vai atingir o colapso e originar crises sem precedentes que colocam em causa a própria paz neste continente.           

 

 

publicado por polvorosa às 13:27

E o partido comunista e bloco esquerda só dizem mal, não estão prontos para coisíssima nenhuma, só dizer mal e mais mal, são os parasitas dos parasitas, vê lá se querem alguma responsabilidade, tá quieto.
A.I. a 7 de Abril de 2011 às 15:29

Contador
Correio electrónico:
polvorosa@sapo.pt
comentários recentes
Deslize ou talvez não a despedida não é inédita. "...
"De lembrar que no contexto mais difícil desde que...
Respeito o seu comentário, mas eu cá acho que foi ...
Achei descabido a alusão a Eusebio no discurso da...
Estatisticas de funcionários nas autarquias a níve...
pesquisar neste blog
 
links