Azáfama; grande atividade; agitação; rebuliço.

18
Mar 11

Teixeira dos Santos encosta deputado social-democrata à parede e deixa a promessa: «Cá estaremos para ver se o PSD vai ou não honrar este compromisso».

 

O PSD criticou no Parlamento o facto de o Governo ter adoptado mais medidas de austeridade, «depois de ter dito que não seriam necessárias».

 

Garantindo que o partido não vai aprovar o PEC 4, o deputado questionou: «Quem nos garante que as medidas agora serão suficientes?», questionou o deputado social-democrata Miguel Frasquilho, aliás secundado pelo deputado do CDS, Pedro Mota Soares: «Quem nos garante que nas próximas semanas não serão necessárias mais medidas?».

Na resposta, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, começou por fazer uma espécie de inquérito a Miguel Frasquilho. «Considera que é preciso fazer um esforço de contenção orçamental?», questionou o ministro, obtendo resposta positiva. «Considera que são precisas medidas de contenção da despesa?», perguntou, obtendo um novo sim do deputado social-democrata. «Considera que são necessárias mais medidas?», perguntou ainda, tendo Miguel Frasquilho dito que «não».

«O PSD neste momento acaba de dizer ao país, que, se um dia for Governo não vai impor mais medidas de austeridade. Cá estaremos para ver se o PSD vai ou não honrar este compromisso», respondeu irónico Teixeira dos Santos, gerando um coro de protestos na bancada social-democrata.

 

visto em http://www.agenciafinanceira.iol.pt

publicado por polvorosa às 13:23
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É impressão minha ou o meu caro João Antunes já está em campanha pelo PS.
Parece que está de acordo com as medidas dos varios PEC apresentados.
Pergunto-lhe tambem se acha que serão precisos ainda os PEC 5,ou 6 ou 7.....
Anónimo a 18 de Março de 2011 às 14:35

Talvez não saiba, mas aproveito para esclarecer, desde a aplicação do Tratado de Lisboa, a União Europeia passou a ter uma outra forma de definir as suas estratégias, a partir de então, todos os países estão obrigados anualmente até ao final do mês de Abril de submeterem à apreciação da Comissão Europeia e do Conselho Europeu um Plano Nacional de Reformas e um Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC).

Se o FMI entrar em Portugal e aplicar as suas medidas extremamente penalizadoras para famílias e trabalhadores, logo vê se não tem saudades deste PEC, a não ser que apenas veja do ponto de vista político partidário mesquinho e se assim for, dá-se cabo de um país simplesmente para mudar de governantes, quando Portugal é um Estado soberano e acredito que devia resolver os seus problemas sem recorrer à receita sob a forma de "ajuda externa" do FMI.

Sessenta e tal por cento da amostra de uma recente sondagem da Eurosondagem disse que não gostaria de eleições antecipadas nesta altura. Ainda há poucas semanas o PSD apelava à estabilidade e clamava contra a esquizofrenia daqueles que falavam, não é compreensível o que fez mudar de atitude a não ser o poder pelo poder. Ainda quero acreditar que o PSD vai ser responsável e não mete o país numa situação desgraçada como está actualmente a Irlanda e a Grécia após a entrada do FMI liderado na Europa por António Borges, anterior vice-presidente do PSD, coincidência pois claro.
polvorosa a 18 de Março de 2011 às 17:47

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